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Dr. Nêuton Magalhães

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Tratamento da Lombalgia e/ou Cervicalgia associada à Síndrome Miofascial

Tratamento da Lombalgia

Os estados dolorosos podem incluir diversos tipos de dores, que podem ter seu início nas estruturas que compõem a coluna vertebral e musculatura paravertebral, o que cria dificuldades na hora de diagnosticar a estrutura exata responsável pela origem da dor.

Não é fácil diagnosticar a partir de exames clínicos e de imagem se a causa da lombalgia crônica é por degeneração do disco intervertebral, das articulações facetárias ou sacro-ilíacas. As causas da sensação dolorosa não são independentes, podendo coexistir em diversos segmentos. Se o bloco de uma raiz nervosa poderia controlar a lombalgia crônica a partir de múltiplas lesões, o bloqueio com anestésico local e/ou anti-inflamatórios se torna um tratamento ideal para pacientes com lombalgia crônica, onde a cirurgia aberta não é indicada.

Conheça abaixo algumas das abordagens para dores cervicais e lombares.

Bloqueio de nervos

Procedimento de bloqueio dos nervos

Esse tipo de tratamento é realizado através de uma agulha colocada próxima ao nervo ou à estrutura responsável pela dor e injetando um agente terapêutico, responsável por inibir a dor. Pode ser feito apenas com a finalidade analgésica para localizar a origem da dor na coluna ou para tratamento associando corticoides.

Para iniciar o tratamento, o paciente deve passar por consulta médica e elaboração de plano de tratamento individual, baseado em seu diagnóstico. Além de exames laboratoriais, Ressonância Magnética Nuclear (RM), Tomografia Computadorizada (TC), Radiografias (RX) e eletroneuromiografia (ENM) podem ser solicitadas.

A partir dessa primeira intervenção, o médico poderá indicar outros procedimentos para controle da dor, caso seja necessário.

Bloqueio terapêutico

Procedimento de bloqueio terapêutico

O bloqueio diagnóstico é feito quando o anestésico é injetado no foco da dor, e o especialista deve conferir se a dor reduziu ou desapareceu, revelando assim a fonte da dor. O bloqueio terapêutico é realizado utilizando-se uma solução composta de anestésico local e corticoíde, aumentando assim o tempo de duração da analgesia e o tempo de realização dos exercícios de reabilitação funcional efetivos para o tratamento da dor crônica.

Bloqueio peridural via hiato sacral:

Este tipo de bloqueio visa a redução das dores originadas nas articulações sacro-ilíacas e nervos sacrais. Sob visão radioscópica, uma agulha de Touhy 18 Gauge é introduzida no hiato sacral, seguida de injeção epidural de 10 mL da solução composta de bupivacaína a 0,25%, sem vasoconstrictor, mais corticóide de depósito, finalizando com um curativo sobre os locais de punção.

Procedimento de bloqueio peridural via hiato sacral
Procedimento de bloqueio peridural via hiato sacral

Bloqueio Facetário

É chamado de bloqueio facetário o processo de injeção de uma solução de anestésico ou entorpecente com um esteróide para ajudar na diminuição da dor.

As facetas são pequenas articulações da parte de trás da coluna, responsáveis por dar estabilidade rotacional, conectando as vértebras.
As articulações facetárias podem causar dor lombar, torácica ou cervical, seja por artrose facetária ou por estados inflamatórios. Esse tipo de dor mostra sinais quando se movimenta a coluna para trás ou para os lado, irradiando ou não para os membros, podendo ser aliviada ao deitar ou piorar quando se está em movimento, em pé ou sentado.

Diagnóstico e Tratamento: O processo do bloqueio facetário atua com função diagnóstica e terapêutica, pois é através dele que é diagnosticada a causa da dor.
 Uma vez constatada que a dor se origina nestas articulações, o próximo passo sera desnervá-los o que sera descrito a seguir:

Existem três tipos diferentes de radiofrequência:

Rizotomia de Facetas

A Rizotimia de facetas é uma corrente alternada aplicada de forma contínua, gerando calor na passagem da corrente pelos tecidos e provocando uma lesão térmica em torno do lugar onde o ponto da agulha toca.
É aplicada diretamente em nervos responsáveis por transmitir a dor, não podendo ser utilizada em nervos com função de movimentação.

Radiofrequência (RF)

Radiofrequência pulsada

Pulsos espaçados são aplicados através de uma agulha especial no nervo que causa a dor, modificando a forma com que ele conduz as informações dolorosas e diminuindo a sensação. O procedimento é feito em nervos sem qualquer interferência na sensibilidade ou motricidade e é realizado sob anestesia local e sedação leve.

Radiofrequência resfriada

A radiofrequência resfriada proporciona uma lesão 8 vezes maior que uma lesão monopolar com agulhas similares, é um processo Indicado em regiões onde a inervação da articulação não é tão bem definida anatomicamente como nas dores sacroilíacas, facetas torácicas, ramos geniculares para dores de joelhos e os ramos laterais do obturador e femural para dores do quadril.