83 9444.8573 81 9899.5411

Dr. Nêuton Magalhães

Menu

A Distonia é uma doença que causa torções dolorosas involuntárias e as dificuldades de controlar os movimentos ocorrem quando os músculos não relaxam depois de terem contrações. Os espasmos causam vários graus de dor, podendo apresentar dores de moderada a grave. A doença pode acontecer em pessoas antes dos 40 anos. Acometendo também pacientes com Doença de Parkinson.

Pode ser secundária a alguma doença neurológica (meningite por exemplo), secundária a trauma de crânio ou de origem genética. No entanto, em muitos pacientes sua origem não é totalmente compreendida. Sabe-se que está relacionada às alterações nas mensagens que a área de gânglios basais do cérebro envia para os músculos. Essas mensagens irregulares podem ser causadas por níveis de dopamina reduzidos.

Para entender melhor essa doença, veja o filme TWISTED

A distonia pode afetar:

  • Um lado do corpo - conhecido como distonia focal
  • Dois lados do corpo - conhecidas como distonia segmentar
  • Várias partes - conhecida como distonia multifocal
  • A maior parte do corpo - conhecido como distonia generalizada

Tratamento

Para iniciar um tratamento eficaz, é preciso saber a causa da distonia. A eficácia do tratamento pode variar de acordo com o caso do paciente. Alguns tratamentos objetivam interferir nos neurotransmissores do cérebro, para interromper as mensagens enviadas para os músculos enquanto outros tratamentos relaxam os músculos para reduzir a agitação e melhorar o controle.

Dependendo da causa e da gravidade da distonia, o médico pode sugerir as seguintes estratégias:

Para as distonias relacionadas com a Doença de Parkinson a administração de levodopa durante à noite, pode aliviar os sintomas na parte da manhã. A medicação é liberada lentamente durante um período de quatro a seis horas para estabilizar os níveis de levodopa na corrente sanguínea.

Se o paciente não responder às mudanças na medicação da Doença de Parkinson, em seguida, relaxantes musculares ou benzodiazepínicos podem ser prescritos para reduzir a comunicação entre o cérebro e os músculos. Medicações anticolinérgicas podem ser utilizadas para impedir a libertação da acetilcolina. Toxina botulínica pode ser injetada no músculo afetado para bloquear a libertação da acetilcolina, a mensageira química entre os neurônios e os músculos, a impedindo de estimular as contrações musculares. Infelizmente, algumas pessoas desenvolvem uma resistência a este tratamento ao longo de um período de tempo.

Procedimentos cirúrgicos, tais como a estimulação cerebral profunda (DBS), podem funcionar no tratamento de distonia em pessoas que não respondem à medicação.

Como posso me ajudar?

Existem alguns truques sensoriais que podem ajudar pessoas com distonia de formas diferentes.

Os espasmos podem ser reduzidos ao tocar a parte afetada do corpo, antes ou durante qualquer movimento que desencadeie distonia. Mesmo que os espasmos não parem, tocar a área funciona para distrair ou enganar o cérebro, reduzindo a duração e a intensidade da contração muscular.

Massagens com um pouco de pressão sobre o pé (ou braço) e o uso de bolsas térmicas aquecidas também podem ajudar.

Para espasmos oculares, cantar, bocejar, rir e mastigar colocando pressão sobre as sobrancelhas pode ajudar. Espasmos nas cordas vocais podem responder a bocejar ou espirrar.

Relaxar também é uma saída. Um longo banho, massagens ou uma atividade relaxante, como ioga, também são indicados.