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Dr. Nêuton Magalhães

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Por que minha dor não vai embora?

A explicação pode estar no cérebro. Muitas vezes a causa da dor já foi resolvida, mas ela continua insistindo em tirar você do sério...

A dor crônica constitui um grave problema de saúde pública e social e resulta em impactos econômicos enormes na economia dos estados e operadoras de saúde. Muitas vezes a dor crônica tem sua origem em distúrbios musculares e na memória cerebral relacionado a movimentos que provocam dor.

Os músculos dos doentes com dor crônica tornam-se tensos e descondicionados. O aumento da tensão muscular gera compressão de pequenos vasos sanguíneos, resultando em isquemia muscular e acúmulo de substâncias que estimulam os nervos que percebem a dor e esta, por sua vez, acentua as contrações musculares, resultando num ciclo reverberativo responsável pela manutenção da dor naquele segmento muscular. Os músculos, funcionalmente sobrecarregados ou hipertônicos em razão da dor, sensibilização e posturas antálgicas, passam a apresentar pontos gatilhos (PGs) e pontos dolorosos. Denominamos essa situação de Síndrome Dolorosa Miofascial, um diagnóstico pouco conhecido dos médicos não especialistas em dor e também da população geral.

A causa da dor crônica pode estar na memória cerebral. A dor persistente pode ser por força do hábito: durante muito tempo o cérebro recebeu o impulso de dor daquela região e aprendeu a associar aquele movimento à dor, é preciso reaprender. Isso vale para sedentários e esportistas. E para os esportistas, que repetem muitas vezes o mesmo movimento, essa memória é ainda mais evidente.

Não há analgésicos mais fortes que consigam ser superiores ao próprio cérebro no controle da dor. É o cérebro que, às vezes, permite a soldados, atletas, mártires e peregrinos se envolver em batalhas, competições e atos de devoção sem se distrair com a dor das lesões. A atividade física é talvez uma das mais importantes recomendações para tratar e reverter sintomas e anormalidades físicas ou psicológicas em doentes com dor crônica.

De forma pioneira no nordeste, em termos de clínica privada, estamos oferecendo um tratamento multidisciplinar para os pacientes com dor crônica - uma abordagem antes restrita apenas aos centros de dor das grandes universidades de São Paulo. A proposta é ofertar um atendimento global ao paciente. Um lugar onde ele será avaliado por vários profissionais num mesmo momento e será incluído num programa de educação multidisciplinar. Este programa consiste em sessões teórico-práticas que possibilitam transmitir aos doentes informações sobre as causas da dor, remoção dos fatores perpertuantes e sobre a possibilidades de intervenções cirúrgicas quando for necessário. Permite também a troca de informações entre doentes e especialistas em dor (Neuro-cirurgião, Fisioterapêuta, Educador Físico, Psicólogo, Nutricionista e/ ou Ortopedista), promovendo auto-reflexão sobre saúde física e mental, postura 1, relação entre o indivíduo e o trabalho, qualidade de vida, reações do corpo frente a estressores físicos, emocionais e ambientais e sobre métodos de prevenção do adoecimento.

Assim, nossa proposta de trata-mento dos pacientes com dor crônica é completa. Contempla as dimenções biológicas, psicológicas e sociais das doenças num modelo integrativo de assistência multidisciplinar na dor e implica na elaboração de um plano de tratamento individualizado visando não apenas o alívio da dor ou reabilitação física, mas também valorização do indivíduo, resgate da sua autoestima e melhoria da qualidade de vida.

POR DR. NEUTON MAGALHÃES
• CRM-PB: 5914 / NEUROCIRURGIÃO: RQE 5001 / NEUROLOGISTA: RQE 5001
• Especialista em Dor e Cirurgia para Doença de Parkinson pela USP
• Doutor em Neurologia (área de dor) pela USP
• Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia