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Dr. Nêuton Magalhães

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Novas diretrizes para o manejo de cefalias

Recentemente, a Academia Brasileira de Neurologia afirmou que a cefaleia é a terceira queixa mais frequente nos atendimentos dos ambulatórios de clínica médica. É responsável por 9,3% das consultas não agendadas e o motivo mais constante que leva pacientes a procurar atendimento especializado com neurologistas. Em um post anterior, exemplificamos os dois grupos principais de cefaleias e decorremos, um pouco, sobre os sintomas e causas.

No início do ano em que estamos (2018), o Departamento Científico de Cefaleia da ABN (Academia Brasileira de Neurologia) e a (SBCe) Sociedade Brasileira de Cefaleia decidiram produzir um protocolo nacional para diagnóstico e manejo das cefaleias nas unidades de atendimento de urgência de todo o País.

Os números apresentados no começo desse post, não só foram preocupantes para os órgãos, como também os encaminhamentos desses ambulatórios na hora de medicar o paciente. Por isso, surgiu a necessidade de criar um “passo a passo” no atendimento e no manuseio das medicações.

O neurologista José Geraldo Speciali, membro da ABN (Academia Brasileira de Neurologia), foi um dos idealizadores da criação do protocolo por sentir necessidade de uniformização do atendimento de emergência.

“Existe um protocolo internacional de atendimento voltado aos generalistas. No Brasil, há uma enorme dificuldade de abordar os médicos da emergência porque o País é muito grande”, explica Speciali. “Não é indicado o uso indiscriminado de analgésicos, pois esses medicamentos podem afetar o fígado, o rim e o estômago. É preciso ainda que os médicos saibam o que prescrever e quando pedir exames porque casos de cefaleia podem ser sérios. Com esse protocolo, esperamos que todos os emergencistas tenham uma orientação de como avaliar e tratar os pacientes que procuram atendimento por causa de crises dor de cabeça”.

Ainda, a neurologista Francisca Goreth M. M. Fantini, coordenadora da Comissão de Exercício Profissional da ABN, explica que “o intuito é uniformizar o atendimento dos pacientes e assim melhorar a assistência e atenuar o sofrimento deles” em qualquer lugar do País em que eles estejam sendo atendidos.

O Protocolo Nacional Para Diagnóstico E Manejo Das Cefaleias Nas Unidades De Urgência Do Brasil, foi elaborado com a descrição dessas orientações de avaliação e tratamento. Nele se encontra a classificação das cefaleias, e, logo após, o manejo que os ambulatórios devem seguir. São usados quatro cenários clínicos para exemplificar a o manuseio e tratamento dos principais tipos de cefaleia.

Para conhecer a íntegra do protocolo, clique aqui.